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Sou bom, mas ninguém sabe: o maior erro silencioso da advocacia brasileira

Por Dante Navarro

A invisibilidade não é humildade. É risco profissional.
Em um mercado jurídico cada vez mais competitivo, técnico e saturado, ser competente já não basta. Há milhares de advogados preparados, estudiosos e éticos que vivem um drama silencioso: fazem tudo certo — mas ninguém os vê.

E no mundo real, o que não é visto… não é lembrado.

O mito perigoso do “meu trabalho fala por mim”

Durante décadas, a advocacia foi construída sobre a ideia de que o bom advogado seria naturalmente reconhecido. Que bastaria estudar, trabalhar com seriedade e esperar.

Esse tempo acabou.

Hoje, o mercado jurídico não premia apenas quem sabe mais Direito. Premia quem constrói presença, relacionamentos e autoridade visível.

  • Competência sem visibilidade não gera oportunidades.
  • Silêncio não constrói reputação.
  • Isolamento não gera crescimento.

A invisibilidade cobra um preço alto

A falta de visibilidade gera consequências diretas e dolorosas:

  • Poucas indicações qualificadas
  • Honorários pressionados para baixo
  • Falta de convites, parcerias e oportunidades
  • Sensação constante de desvalorização profissional

E o pior: o advogado começa a duvidar de si mesmo, quando, na verdade, o problema não é capacidade — é posicionamento.

Visibilidade não é vaidade. É estratégia.

Ser visível não significa autopromoção vazia.
Não é ostentação.
Não é ferir a ética.

Ser visível é:

✔ Ser lembrado
✔ Ser reconhecido
✔ Ser encontrado
✔ Ser recomendado

É ocupar, com dignidade, o espaço que o advogado merece ocupar na sociedade.

A advocacia precisa de menos silêncio e mais presença qualificada.

Networking: ninguém cresce sozinho

O advogado que cresce hoje é aquele que se relaciona.

  • Participa de eventos
  • Integra comunidades jurídicas
  • Troca experiências
  • Constrói parcerias
  • É visto e reconhecido pelos seus pares

Networking não é favor.
É construção de confiança ao longo do tempo.

Quem caminha sozinho pode até ir rápido.
Mas quem caminha junto vai mais longe.

O papel estratégico da Associação Brasileira de Advogados

É exatamente nesse ponto que a Associação Brasileira de Advogados se torna uma ferramenta essencial para o advogado contemporâneo.

A ABA não é apenas uma entidade institucional.
É um ecossistema de visibilidade, relacionamento e reconhecimento profissional.

Por meio da ABA, o advogado:

  • Ganha presença institucional
  • Integra uma rede nacional e internacional
  • Participa de eventos, comissões e projetos
  • Amplia sua autoridade no seu nicho
  • Deixa de ser invisível e passa a ser lembrado

Pertencer importa.
Ser visto no ambiente certo muda tudo.

O novo advogado não espera. Ele se posiciona.

A advocacia está mudando — e rápido.

O advogado que prospera hoje é aquele que entende que:

Conhecimento é essencial.
Mas visibilidade sustenta carreiras.

Quem não se posiciona, é posicionado pelo acaso.
Quem não aparece, é esquecido.
Quem não se conecta, fica para trás.

Conclusão: o mundo precisa saber que você é bom

Se você é um bom advogado, o mundo precisa saber disso.
Não por vaidade.
Mas por justiça com a sua própria trajetória.

A advocacia brasileira precisa de profissionais competentes e visíveis, éticos e conectados, preparados e reconhecidos.

  • O silêncio não constrói legado.
  • A presença constrói futuro.

E o futuro da advocacia pertence a quem entende que visibilidade, relacionamento e pertencimento não são opcionais — são estratégicos.

O resto… é invisibilidade.

 

Dante Navarro é jornalista e editor do Pauta Brasil

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